Curso de Tributação — Farmácias e Drogarias
Por João Pavão Neto · UICLAP · Publicado em 28/07/2026
- Páginas
- 304
- Formato
- 16 x 22,9 x 1,7 cm
- Impressão
- Preto e branco · offset
- Coleção
- Tributação Setorial
Sobre a obra
O varejo farmacêutico opera sob um dos cipoais regulatórios e tributários mais complexos do Brasil. Em um mesmo balcão, a farmácia vende medicamentos sujeitos à Substituição Tributária (ICMS-ST), itens sob o regime monofásico de PIS/COFINS e presta serviços clínicos tributados pelo ISSQN municipal, exigindo uma segregação de receitas cirúrgica para a sobrevivência do negócio.
Na obra, João Pavão Neto elabora um guia definitivo sobre a conformidade fiscal do setor. O livro disseca o impacto da classificação da ANVISA e do tabelamento da CMED sobre a margem de lucro e a carga tributária, além de explorar temas contenciosos de alto impacto como a exclusão do ICMS-ST da base de PIS/COFINS.
Sumário completo da obra 138 entradas
- Capítulo 1: O Setor Farmacêutico no Ordenamento Jurídico14
- 1.1. A Regulação do Mercado e a Saúde Pública14
- 1.1.1. A vigilância sanitária (ANVISA) e o impacto tributário do registro do produto (Medicamentos vs. Cosméticos/Higiene Pessoal)15
- 1.1.2. A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) e a fixação do Preço Máximo ao Consumidor (PMC)19
- 1.1.3. A Convergência Regulatório-Tributária na Reforma (EC 132/2023)23
- 1.2. A Diferenciação Operacional do Varejo Farmacêutico24
- 1.2.1. Drogarias (Comércio Varejista) vs. Farmácias de Manipulação (Fórmulas Magistrais e Oficinais)25
- 1.2.2. O avanço das Clinics e Hubs de Saúde: A transformação da farmácia em prestadora de serviços clínicos (Testes rápidos, vacinas e telemedicina)29
- 1.2.3. O Futuro da Diferenciação Operacional na Reforma Tributária (IBS/CBS)33
- Capítulo 2: A Regra Matriz de Incidência do ICMS-ST no Varejo Farmacêutico35
- 2.1. Aspecto Material: A circulação de mercadorias (medicamentos, correlatos e perfumaria) e a antecipação do fato gerador presumido35
- 2.1.1. O Verbo "Circular": A Distinção entre Circulação Física, Econômica e Jurídica36
- 2.1.2. O Complemento: Medicamentos, Correlatos e Perfumaria sob a Ótica Tributária37
- 2.1.3. A Antecipação do Fato Gerador Presumido: A Mecânica da Substituição Tributária38
- 2.1.4. O Fato Gerador Presumido e a Quebra da Definitividade (Tema 201 STF)39
- 2.1.5. A Classificação em Listas (Positiva, Negativa e Neutra) e sua Relevância no Aspecto Material40
- 2.1.6. Auditoria Prática: Saneamento de Cadastro e Fraudes de NCM41
- 2.1.7. Jurisprudência e Autoridade: A Exclusão do ICMS-ST do PIS/COFINS (Tema 1.125 STJ)42
- 2.1.8. O Futuro do Aspecto Material na Reforma Tributária (EC 132/2023)42
- 2.2. Aspecto Espacial: A territorialidade, as operações interestaduais e a aplicabilidade do Convênio ICMS 142/18 na entrada da mercadoria no estado de destino43
- 2.2.1. O Princípio da Territorialidade e o Federalismo Fiscal .44 2.2.2. Operações Interestaduais e a Estrutura do Convênio ICMS 142/1845
- 2.2.3. O Momento Crítico: A Entrada no Estado de Destino47
- 2.2.4. A Lógica da MVA Ajustada: A Matemática da Territorialidade49
- 2.2.5. Jurisprudência Consolidada sobre o Aspecto Espacial.50 2.2.6. Farmácias de Manipulação e o Conflito Territorial ICMS vs. ISS52
- 2.2.7. Auditoria Tributária e Malhas Fiscais: O Olhar do Fisco sobre a Territorialidade53
- 2.2.8. Perspectiva de Futuro: O Fim da Territorialidade Estadual com o IBS54
- 2.3. Aspecto Temporal: O momento da retenção pelo fabricante/distribuidor (Substituto) e a entrada no estoque do varejista (Substituído)55
- 2.3.1. Fundamentos Doutrinários e a Natureza do Fato Gerador Antecipado55
- 2.3.2. O Momento da Retenção pelo Contribuinte Substituto56
- 2.3.3. O Momento da Entrada no Contribuinte Substituído59
- 2.3.4. O Aspecto Temporal e a Escrituração Fiscal Digital (SPED)62
- 2.3.5. Jurisprudência Consolidada: A Quebra da Definitividade do Aspecto Temporal63
- 2.3.6. Gestão de Riscos Digitais e Auditoria do Fluxo Temporal65
- 2.3.7. O Futuro: A Reforma Tributária e o Fim da Substituição Tributária67
- 2.3.8. Considerações Finais e Diretrizes de Aplicabilidade Prática68
- 2.4. Aspecto Pessoal: O laboratório/indústria como substituto tributário e a farmácia como substituída definitiva69
- 2.4.1. Fundamentação Teórica do Critério Pessoal na RMIT70
- 2.4.2. O Laboratório/Indústria como Substituto Tributário71
- 2.4.3. A Farmácia como Substituída Definitiva73
- 2.4.4. Jurisprudência e Aspectos de Justiça Fiscal: O Tema 201 do STF74
- 2.4.5. Estudo de Caso STJ: Preços para Hospitais vs. Farmácias (REsp 1.237.400)75
- 2.4.6. A Transição Histórica em São Paulo (Portaria SRE 64/2025)76
- 2.4.7. Responsabilidade Solidária e a Fraude das Bonificações76
- 2.4.8. Considerações sobre a Reforma Tributária e o Fim do Aspecto "Substituto"77
- 2.5. Aspecto Quantitativo: A base de cálculo peculiar do setor78
- 2.5.1. O Preço Máximo ao Consumidor (PMC) e a Regulação da CMED79
- 2.5.2. Margem de Valor Agregado (MVA): O critério da lucratividade presumida81
- 2.5.3. O Conflito: PMC vs. MVA e a Hierarquia Legal84
- 2.5.4. Impactos dos Descontos Incondicionais e os Programas de Benefício de Medicamentos (PBM)84
- 2.5.5. A Evolução Jurisprudencial: O Fim da Definitividade (Tema 201 STF)87
- Capítulo 3: Isenções, Convênios e o Fisco Estadual91
- 3.1. O Programa Farmácia Popular do Brasil92
- 3.1.1. A gratuidade (Copagamento vs. Subsídio integral pelo Ministério da Saúde) e a correta emissão do cupom fiscal sem tributação de ICMS sobre a parcela subsidiada94
- 3.2. Medicamentos de Alto Custo e Tratamentos Específicos103
- 3.2.1. Isenções do Convênio ICMS 162/94 (Câncer, HIV) e os requisitos rigorosos para fruição do benefício na ponta do varejo104
- Capítulo 4: O PIS/COFINS Monofásico (Lei 10.147/00)114
- 4.1. A Concentração da Arrecadação na Indústria114
- 4.1.1. A alíquota concentrada (12% a 12,5%) no laboratório e a alíquota zero obrigatória na venda ao consumidor final pela farmácia117
- 4.2. A Classificação Tributária da CMED (O Calcanhar de Aquiles Contábil)125
- 4.2.1. A Lista Positiva (Monofásicos vinculados a regime especial de crédito)127
- 4.2.2. A Lista Negativa (Monofásicos puros)129
- 4.2.3. A Lista Neutra (Tributação normal): Os suplementos alimentares, correlatos e a armadilha do recolhimento a menor pela confusão de NCMs131
- Capítulo 5: IRPJ, CSLL e a Gestão do Simples Nacional136
- 5.1. A Segregação de Receitas no Simples Nacional (PGDAS)136
- 5.1.1. A dedução das receitas decorrentes da venda de produtos monofásicos (Lista Positiva/Negativa) e ICMS-ST para evitar a bitributação no Anexo I137
- 5.2. As Farmácias de Manipulação e o Fator "R"143
- 5.2.1. O enquadramento dúbio entre o Anexo III (Serviços) e o Anexo I (Comércio) dependendo da fórmula (magistral vs. cosmética) e a gestão folha/faturamento148
- Capítulo 6: A Dissecção do ISSQN na Manipulação e Clínicas155
- 6.1. Aspecto Material: A hipótese de incidência municipal155
- 6.1.1. A Súmula 274 do STJ e o Item 4.07 (Serviços farmacêuticos): A incidência exclusiva de ISSQN sobre medicamentos de manipulação sob encomenda (fórmulas magistrais)157
- 6.1.2. O conflito com o ICMS nas fórmulas oficinais (produtos de prateleira manipulados antecipadamente) e cosméticos sem prescrição médica159
- 6.1.3. O Item 4.01 e 4.02: A prestação de serviços de enfermagem e análises clínicas dentro das farmácias (aplicação de injetáveis, aferição de pressão, furação de lóbulo e testes rápidos de COVID/Dengue/Glicemia)161
- 6.2. Aspecto Espacial: A prestação no domicílio do estabelecimento farmacêutico (A sala de serviços clínicos)165
- 6.2.1. A Regra Matriz e a Territorialidade do ISSQN no Setor Farmacêutico165
- 6.2.2. A Unidade Econômica e Profissional: Dissecando o Artigo 4º da LC 116/03167
- 6.2.3. A Sala de Serviços Clínicos sob a Ótica da RDC 978/2025 da ANVISA169
- 6.2.4. Jurisprudência Consolidada: O Tema 10 do STJ e o Tema 379 do STF170
- 6.2.5. Estudo de Caso: A Fiscalização em São Luís/MA e o Cruzamento de Dados171
- 6.2.6. Gestão Tributária Prática: Prevenindo Riscos e Bitributação173
- 6.3. Aspecto Temporal: A entrega da fórmula manipulada ou a imediata execução do teste/vacina no paciente174
- 6.3.1. Fundamentos Doutrinários do Aspecto Temporal no ISSQN175
- 6.3.2. A Manipulação Magistral e a Entrega como Marco Exteriorizador176
- 6.3.3. Serviços Clínicos (Clinics): A Imediata Execução e a Unicidade do Fato Gerador177
- 6.3.4. O Conflito de Competência e o Aspecto Espacial Refletido no Tempo179
- 6.3.5. Impactos no Simples Nacional e Gestão do Fator "R" 180 6.3.6. Estudo de Caso de Auditoria: Cruzamento Tecnológico Municipal180
- 6.3.7. O Futuro com a Reforma Tributária (IBS e CBS)181
- 6.3.8. Síntese dos Aspectos Relevantes para a Obra181
- 6.4. Aspecto Pessoal: A farmácia (CNPJ) como prestadora do serviço e o farmacêutico como Responsável Técnico (RT)183
- 6.4.1. A Farmácia (CNPJ) como Sujeito Passivo e a Teoria do Elemento de Empresa183
- 6.4.2. O Farmacêutico como Responsável Técnico (RT): A Autoridade Técnica e o Nexo de Validade185
- 6.4.3. O Conflito entre Sociedade Empresária e Sociedade Uniprofissional (SUP)186
- 6.4.4. A Responsabilidade Tributária e o Redirecionamento (Art. 135 do CTN)187
- 6.4.5. Estudo de Caso de Auditoria: Rastreabilidade e o Item 4.01188
- 6.4.6. Implicações do Fator "R" e o Simples Nacional para Farmácias de Manipulação189
- 6.4.7. Síntese Doutrinária e Jurisprudencial190
- 6.4.8. Recomendações Práticas para a Gestão Tributária191
- 6.5. Aspecto Quantitativo: A base de cálculo do ISSQN abrangendo o valor total da operação na manipulação (incluindo o custo dos insumos, embalagens e cápsulas), sem possibilidade de dedução . 192 6.5.1. O Conceito Jurídico de Preço do Serviço e a Unidade da Prestação193
- 6.5.2. A Inclusão de Insumos, Cápsulas e Embalagens: O Critério da Necessidade Material194
- 6.5.3. A Aplicação da Súmula 274 do STJ e o Reforço da Autoridade Jurisprudencial196
- 6.5.4. O Julgamento do Tema 379 do STF (RE 605.552/RS) e o Fim da Dúvida Interpretativa197
- 6.5.5. Reflexos Operacionais e Escrituração Fiscal: O CFOP 1.128199
- 6.5.6. A Doutrina sobre a Inexistência de Ressalva na LC 116/03200
- 6.5.7. O Impacto das Embalagens e Cápsulas no Valor Total201
- 6.5.8. Síntese Técnica para a Prática de Auditoria e Gestão Tributária201
- Capítulo 7: O Contencioso de Alto Impacto nos Tribunais Superiores203
- 7.1. A "Tese do Século" no Varejo Farmacêutico (Tema 69 STF)203
- 7.1.1. Fundamentos Constitucionais e a Natureza do Faturamento204
- 7.1.2. O Embate do ICMS Destacado vs. ICMS Pago205
- 7.1.3. A Modulação de Efeitos e o Impacto no Varejo Farmacêutico206
- 7.1.4. A exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da COFINS nas vendas de Lista Neutra207
- 7.2. O Direito ao Crédito de PIS/COFINS sobre Produtos Monofásicos212
- 7.2.1. O embate no STJ (Tema 1093) e CARF sobre a possibilidade de o varejista apropriar créditos não cumulativos de despesas (aluguel, energia, frete) atreladas à venda de produtos de alíquota zero213
- 7.2.2. A Perspectiva Doutrinária e Crítica à Decisão do STJ219
- 7.2.3. Resumo Estratégico para Auditoria de Créditos Operacionais220
- 7.2.4. A Transição para o IBS/CBS e o Fim da Controvérsia221
- 7.3. O Tema 201 do STF e as Farmácias222
- 7.3.1. O ressarcimento de ICMS-ST quando o medicamento é vendido por preço inferior à base de cálculo presumida (comum devido aos altos descontos de prateleira sobre o PMC)225
- Capítulo 8: Tipologias de Evasão e Lavagem de Estoque232
- 8.1. A Fraude Tributária das NCMs233
- 8.1.1. A "Cosmetização" da Saúde: Perfumaria, xampus e cosméticos (tributação normal) vendidos no PDV com NCMs de medicamentos (Lista Negativa) para zerar o PIS/COFINS e burlar o ICMS- ST233
- 8.2. O Falso Desconto Incondicional e os PBMs241
- 8.2.1. A subvenção da indústria: O laboratório reembolsa a farmácia pelo desconto dado ao paciente no programa de benefícios. Omissão dessa receita de reembolso (que configura receita tributável de prestação de serviço de marketing/distribuição)242
- Capítulo 9: A Devassa Documental e as Malhas Fiscais Integradas250
- 9.1. O Cruzamento Tecnológico (SPED Fiscal vs. SPED Contribuições)251
- 9.1.0. O Coração da Auditoria: O Registro 0200 e a Identidade do Item251
- 9.1.1. Mecanismo de Confronto: Bloco C vs. Bloco M252
- 9.1.2. A Armadilha da Lista Neutra e a Classificação Fiscal253
- 9.1.3. Jurisprudência e Doutrina Aplicada253
- 9.1.4. A auditoria digital das segregações de receitas no PGDAS (Simples Nacional) confrontada com os arquivos XML (NFC-e) para glosar a apropriação indevida de alíquota zero254
- 9.2. A Atuação Especializada e Tática Municipal259
- Capítulo 10: O Setor Farmacêutico no Novo Sistema Tributário Nacional (EC 132/2023)272
- 10.1. A Transição para o IVA Dual (IBS e CBS)273
- 10.1.1. O fim do regime Monofásico e da Substituição Tributária (ST) para medicamentos: O choque de fluxo de caixa e o retorno da apuração débito/crédito em cada elo da cadeia (Indústria > Distribuidora > Farmácia)274
- 10.2. Os Regimes Diferenciados para a Saúde282
- 10.2.1. A Alíquota Zero absoluta: Medicamentos destinados ao SUS, vacinas, tratamentos oncológicos e itens do Programa Dignidade Menstrual284
- 10.2.2. A Cesta Básica Estendida: A aplicação do redutor de 60% da alíquota padrão do IBS/CBS sobre os demais medicamentos e insumos farmacêuticos288
- 10.3. O Fim do Conflito Manipulação vs. Drogaria293
- 10.3.1. A extinção da histórica "guerra de liminares" entre Estados e Municípios sobre a manipulação farmacêutica, com a unificação da base tributável sob o mesmo teto do IVA Dual294
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